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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Fundação Eça de Queiroz



A Fundação Eça de Queiroz é uma instituição de utilidade pública administrativa, sem fins lucrativos, que tem por missão a divulgação e promoção nacional e internacional da obra de Eça de Queiroz.

Para saberes mais sobre este autor, consulta esta página

http://www.facebook.com/?ref=hp#%21/FundacaoEcaDeQueiroz

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

"A Palavra Mágica"


Numa conversa com o Ramos sobre o salário dos trabalhadores rurais, o Silvestre manifestou a opinião de que estes ganhavam pouco, o que pôs o amigo furioso.  No calor da discussão, o Ramos chamou-lhe "inócuo", sem saber o que isso significava. O Silvestre, que também não sabia o que inócuo queria dizer, sentiu-se ofendido e devolveu-lhe o suposto insulto. E assim, de boca em boca, a "ofensa" foi ganhando proporções incontroláveis.

 

A Aia, um conto de Eça de Queirós






quarta-feira, 1 de maio de 2013

O Cavaleiro da Dinamarca - imagens de uma viagem

Imagens para ajudar a fixar o percurso de O cavaleiro da Dinamarca e a estrutura desta narrativa de Sophia de Mello Breyner Andresen.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

"Fronteira", um conto de Miguel Torga

Ouve e observa a reportagem da TSF "Os contrabandistas".
 
Vais compreender como, desde cedo, os entrevistados se dedicaram ao contrabando porque "a miséria era muita" e não tiveram oportunidade para estudar. Por outro lado, tinham acesso a outros produtos que escasseavam e era como uma "tradição" de família. 
 
Ficarás a saber que contrabando é a introdução clandestina, ilegal, de mercadorias num país ou numa região para fugir aos direitos alfandegários. Para atravessar com as mercadorias essas regiões era preciso pagar um imposto. Na fonteira, havia guardas que tinham como função vigiar e tentar impedir o contrabando.
 
Quando leres o conto "Fronteira", de Miguel Torga, vais entender melhor o contexto em que se desenrola a história.

Podes também ver um documentário sobre Miguel Torga, que passou na RTP2, bem como uma reportagem intitulada Trilho Miguel Torga, que passou no Porto Canal.

Em seguida, para fazeres mais facilmente a leitura orientada, aqui fica um link com algumas informações úteis.

 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

História da Gata Borralheira

Marilyn - escultura de Joana Vasconcelos

Com algumas semelhanças ao conto tradicional, este fala no primeiro baile de uma rapariga cujo nome é Lúcia. Esta foi com a sua tia-madrinha para o baile, numa mansão cor-de-rosa, na primeira noite de Junho, mas apresentou-se com um vestido lilás, horroroso. Esta usava também uns sapatos rotos, velhos e azuis. Durante a festa, foi colocada de parte por todos, sentindo-se gozada. Então, durante a noite, ela olha-se no espelho, sentindo-se "afogada boiando numa água sinistra", encontra uma rapariga, de certa forma, misteriosa, que a faz tentar ver que os espelhos são como as pessoas "más", que não diziam a verdade. Mais tarde, um rapaz dança com ela e, também um tanto misterioso, lhe diz que, noites como aquelas escondiam uma "angústia" por entre os brilhos, cores e perfumes... Durante a dança, um dos sapatos velhos cai-lhe do pé! E ela nada disse, não se acusou. No final da noite, numa sala coberta de espelhos, esta promete a si mesma que vai mudar a sua vida. Passados vinte anos, ela volta à tal mansão, rica, bonita e poderosa. Sim, tinha mesmo mudado, a sua vida. Voltou à tal sala de espelhos, onde, como que por magia, a imagem refletida não foi o seu novo vestido, mas sim o antigo, lilás. No momento de pavor, entrou um homem na sala, dizendo ser o "outro caminho". O caminho que ela escolheu há vinte anos atrás. E, como pagamento, queria o seu sapato do pé esquerdo que, desta vez, era forrado a diamantes. Ele, como troca, entregou-lhe o antigo sapato roto. Ela não se conseguiu mover. Este tirou o sapato. Na manhã seguinte, Lúcia havia sido encontrada morta na mesma sala. Nunca houve explicação para o facto de se encontrar um sapato roto no seu pé.

De uma leitura simples, mas profunda, História da Gata Borralheira por Sophia de Mello Breyner fala-nos de que, nem sempre a riqueza é o melhor caminho e que as coisas podem nem sempre correr bem. Um conto de fadas "mais realista", com um final infeliz.

Histórias da Terra e do Mar

Para te ajudar a compreender melhor a mensagem deste conto, vais agora ler esta síntese em PowerPoint.
 


 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Dentes de Rato

Dia 15 de outubro de 2012, Agustina Bessa-Luís celebrou o seu 90º aniversário. Em homenagem à escritora, a sua filha, Mónica Baldaque, criou um círculo literário. O primeiro livro está no Plano Nacional de Leitura e conta a história de uma família. Lourença é a personagem principal, a quem chamam Dentes de Rato por causa dos incisivos compridos e finos e da mania de mordiscar a fruta.
Mas essa não é a única característica que distingue Lourença. Ela é também capaz de sonhar na sua cabeça milhares de aventuras diferentes com estrelas de cinema ou pessoas que nunca conheceu. essas são as suas verdadeiras memórias de infância.
A PI lançou em 2010 uma edição especial do livro infantil, com ilustrações de Mónica Baldaque. A mãe escreve. A filha ilustra.  A história continua no livro Vento, areia e amoras bravas.


Verifica agora as respostas ao Guião de Leitura do conto Dentes de Rato. 


 
 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Dentes de Rato, de Agustina Bessa-Luís


Dentes de Rato, de Agustina Bessa-Luís, é uma obra recomendada pelo Plano Nacional de Leitura/ Educação Literária.  

Para a protagonista, os adultos são "uns chatos" que as crianças não compreendem. Impõem regras, exigem obediência e bom comportamento. Até mesmo a sua irmã Marta, que só tem 12 anos, já quase passou para o outro lado, o lado adulto aborrecido.
Lourença é a "Dentes de Rato" porque tem a mania de "morder a fruta da fruteira e deixar lá os dentes marcados". Prefere a solidão e, mesmo partilhando o quarto com a irmã, vive só e descobre o mundo sozinha. Não faz perguntas porque não confia nas explicações que lhe possam dar e observa tudo para obter sozinha as respostas às dúvidas que tem.
Ela é a poesia e voa na sua cama transformada em palco, piroga ou transatlântico onde vive grandes aventuras.
Rebelde por natureza, detesta a ordem instituída pelos adultos:
  • As roupas que a mãe lhe impõe para fazer dela uma menina maravilhosa;
  • Ir de castigo para o jardim;
  • O colégio interno para onde recusou voltar porque não gostava de rezar;
  • As professoras que a preferiam ignorante pois o muito que sabia confundia-as.

Para leres o conto na íntegra, clica aqui.

Se ainda não conhecias esta escritora, tens aqui acesso a uma biografia de Agustina Bessa-Luís.

Boa leitura!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"A Estrela"


Lê o conto nas páginas 99 a 106 do manual Conto Contigo7.
Verifica se respondeste bem ao questionário (pp. 107 a 111).
Faz a tua interpretação do conto. O que simboliza a estrela?

terça-feira, 27 de novembro de 2012

"Saga", Sophia de Mello Breyner Andresen



Para reveres o conto "Saga", clica em Texto narrativo, onde encontrarás: vocabulário, um resumo e um PowerPoint.
No Guia de Estudo do 8º ano, vais encontrar, entre outros assuntos, informação sobre as Categorias da narrativa.

sábado, 3 de novembro de 2012

Conto e Lenda - características

Conto infantil - Forma de conto literário cujo principal alvo são as crianças. Não se confunde com a historiazinha de improviso.
Ex.: Dentes de Rato, de A. Bessa Luís

Conto tradicional - Escrito por um colecionador de histórias a partir de uma versão oral. Tem elementos de magia e do fantástico.
Ex.: A Bela Adormecida, recolhida por Charles Perrault, em 1697
Conto Literário – Escrito por um autor, com características estilísticas específicas.
Ex.: A Estrela, de Vergílio Ferreira.

Conto popular - Conto transmitido de geração em geração, que assume uma escrita muito semelhante à forma oral.
Ex.: O Caldo de Pedra.
http://www.iik.ch/wordpress/downloads/maerli/portugiesisch/die_steinsuppe.pdf

Policial - Conto que evidencia o fantástico e o terrífico, deixando o leitor em suspense desde a enunciação de um crime até ao desfecho, no final da narrativa.
Ex.: Na boca do Lobo, de Edgar Wallace.

Lenda é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos.
De carácter fantástico ou fictício, as lendas combinam factos reais e históricos com factos irreais que são meramente produto da imaginação humana.
Lenda da Lagoa das Sete Cidades
Contos tradicionais portugueses
Até há cerca de um século os contos tradicionais só existiam na memória das pessoas e eram transmitidos oralmente, de pais para filhos.
Hoje existem várias recolhas, escritas, datando a primeira de 1879, feita por Adolfo Coelho.
 – O caldo de pedra
Conto maravilhoso
O Conto Maravilhoso narra acontecimentos fantásticos. São histórias de fadas, de gigantes, de gnomos, de anões, …
O Conto Maravilhoso narra “maravilhas”, isto é, acontecimentos fabulosos, prodígios e milagres. Começam habitualmente por “Era uma vez...” ou “Há muitos, muitos anos... “ e acabam geralmente com uma fórmula: “...e viveram felizes para sempre”.
- Rapunzel

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O Cavaleiro da Dinamarca, CATEGORIAS DA NARRATIVA


O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen

Tempo – As estações do ano e as suas característica

Espaço – 1. Dinamarca: “A Dinamarca fica no Norte da Europa.”
                   2. Casa do Cavaleiro: Oposição espaço exterior / espaço interior
       
“Havia em certo lugar da Dinamarca, no extremo Norte do país, perto do mar, uma grande floresta de pinheiros, tílias, abetos e carvalhos.”
“Viviam numa casa construída numa clareira rodeada de bétulas.”
“Lá fora havia gelo, vento e neve. Mas em casa do Cavaleiro havia calor e luz, riso e alegria.”

               3. Lugares visitados durante a sua viagem

“chegou muito antes do Natal às costas da Palestina. Dali seguiu com outros peregrinos para Jerusalém.”

“despediu-se de Jerusalém e, na companhia de outros peregrinos, partiu para o porto de Jafa.”

“O Cavaleiro aceitou o conselho do Mercador e seguiu para Veneza.”

“E no princípio de Maio chegou a Florença.”

“Viajava agora com pressa para embarcar no porto de Génova num dos navios que, no princípio do Verão, sobem da Itália para Bruges, Gand e Antuérpia.”

 “Mas já no fim do caminho, a pouca distância de Génova, adoeceu.”

“… resolveu seguir viagem por terra, a cavalo, até Bruges”

“Atravessou os Alpes, atravessou os campos, as planícies, os vales e as montanhas de França.”

 “O Cavaleiro dirigiu-se para Antuérpia e aí procurou o negociante flamengo”

“… chegou a uma pequena povoação que ficava a poucos quilómetros da sua floresta. “

 Organização das acções:

Encaixe – As histórias de Vanina, Giotto, Dante e Pêro Dias aparecem encaixadas, ou seja, dentro da ação principal, que é o percurso ou viagem do Cavaleiro da Dinamarca.

O Narrador

Aquele que tem a função de contar a história. Pode ser uma personagem a assumir essa função.

  • A sua presença na narrativa:

PARTICIPANTE – personagem principal ou secundária;
Formas verbais, determinantes e pronomes na 1º pessoa;
NÃO PARTICIPANTE – formas verbais; determinantes e pronomes na 3ª pessoa

Personagens

Principal
Secundárias
Figurantes

Modos de representação do discurso

  • Descrição 
“A Dinamarca fica no Norte da Europa.” – Presente do Indicativo
Aparece sempre que a descrição é real, que é dada como intemporal, para sempre.
“Nessa floresta morava com a sua família um cavaleiro.” – Pretérito Imperfeito do Indicativo – tempo da descrição por excelência: quando se descreve uma personagem, um espaço ou um tempo ficcionais, ou seja, do domínio da história que se conta.

  • Narração: Mas um dia chegou a Veneza um homem que não temia Orso.”
Tempo da narração: Pretérito Perfeito do Indicativo

  •  Diálogo: Para além da narração, o diálogo é outra forma de representação do discurso que impulsiona a acção, reclamando o discurso directo, ou seja, a intervenção de personagens que falam entre si.
 “Vanina sacudiu os cabelos e disse-lhe:
    - Hoje não me posso pentear porque não tenho pente.
    - Tens este que eu te trago e que mesmo feito de oiro brilha menos do que o teu cabelo.”

  •  Monólogo:
- Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.”

 Recursos expressivos

Adjetivação: os adjetivos caracterizam um espaço, um tempo, uma personagem.
A adjetivação é utilizada segundo a importância ou ênfase a dar ao que é descrito; pode ser simples, dupla, tripla ou múltipla:

“… quando Vanina chegou aos dezoito anos não quis casar com Arrigo porque o achava velho, feio e maçador. “

Enumeração: nomes que enriquecem a descrição, pois são elementos que constituem um espaço:

 “ (…) uma grande floresta de pinheiros, tílias, abetos e carvalhos”.

Personificação: atribuição de características humanas a seres inanimados.

“Então a neve desaparecia e o degelo soltava as águas do rio que corria ali perto e cuja corrente recomeçava a cantar noite e dia entre ervas, musgos e pedras.”

Comparação: relação de semelhança entre dois elementos, a partir de um termo comparativo.

“a floresta era como um labirinto sem fim onde os caminhos andavam à roda e se cruzavam e desapareciam”

Metáfora: relação de semelhança real ou imaginária entre dois elementos sem termo comparativo.

“… de novo a floresta ficava imóvel e muda presa em seus vestidos de neve e gelo.”

Hipérbole: realidade exagerada

Os seus cabelos “…eram tão perfumados que de longe se sentia na brisa o seu aroma.”