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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

As fadas, Antero de Quental

Resultado de imagem para lindas fadas
A Matemática também pode levar-te a descobrir a poesia. 
Queres saber como? 

Clica na imagem para resolveres os exercícios sobre potências de expoente natural, propostos pela professora Sandrine Silva, 
descobre os primeiros versos do poema

Lê agora todo o poema e prepara a leitura expressiva.

Dando a Volta

As fadas… eu creio nelas!
Umas são moças e belas,
Outras, velhas de pasmar…
Umas vivem nos rochedos,
Outras, pelos arvoredos,
Outras, à beira do mar…


Algumas em fonte fria
Escondem-se, enquanto é dia,

Saem só ao escurecer…

Outras, debaixo da terra,

Nas grutas verdes da serra,


É que se vão esconder…

O vestir… são tais riquezas,
Que rainhas, nem princesas
Nenhuma assim se vestiu!
Porque as riquezas das fadas
São sabidas, celebradas
Por toda a gente que as viu…



Quando a noite é clara e amena
E a lua vai mais serena,
Qualquer as pode espreitar,
Fazendo rodas, ocupadas
Em dobar suas meadas
De ouro e de prata, ao luar.

O luar e os seus amores!
Sentadinhas entre as flores
Horas se ficam sem fim,
Cantando suas cantigas,
Fiando suas estrigas,
Em roca de oiro e marfim.

Eu sei os nomes de algumas:
Viviana ama as espumas
Das ondas nos areais,
Vive junto ao mar, sozinha,
Mas costuma ser madrinha
Nos batizados reais.

Morgana é muito enganosa;
Às vezes, moça e formosa,
E outras, velha, a rir, a rir…
Ora festiva, ora grave,
E voa como uma ave,
Se a gente lhe quer bulir.

Que direi de Melusina?
De Titânia, a pequenina,
Que dorme sobre um jasmim?
De cem outras, cuja glória
Enche as páginas da história
Dos reinos de el-rei Merlin?

Umas têm mando nos ares;
Outras, na terra, nos mares;
E todas trazem na mão
Aquela vara famosa,
A vara maravilhosa,
A varinha de condão.

O que elas querem, num pronto,
Fez-se ali! parece um conto…
Mesmo de fadas… eu sei!
São condões que dão à gente,
Ou dinheiro reluzente
Ou joias, que nem um rei!

A mais pobre criancinha
Se quis ser sua madrinha,
Uma fada… ai, que feliz!
São palácios, num momento…
Beleza, que é um portento…
Riqueza, que nem se diz…

Ou então, prendas, talento,
Ciência, discernimento,
Graças, chiste, discrição…
Vê-se o pobre inocentinho
Feito um sábio, um adivinho,
Que aos mais sábios vai à mão!

Hare Print Moon Her Mother the Moon by Eveningstardust on EtsyMas, com tudo isto, as fadas
São muito desconfiadas;
Quem as vê não há de rir.
Querem elas que as respeitem,
E não gostam que as espreitem,
Nem se lhes há de mentir.

Quem as ofende… Cautela!
A mais risonha, a mais bela,
Torna-se logo tão má,
Tao cruel, tão vingativa!
E inimiga agressiva,
E serpente que ali está!

E têm vinganças terríveis!
Semeiam coisas horríveis,
Que nascem logo no chão…
Línguas de fogo que estalam!
Sapos com asas que falam!
Um anão preto! Um dragão!

Ou deitam sortes na gente…
O nariz faz-se serpente,
A dar pulos, a crescer…
É-se morcego ou veado…
E anda-se assim encantado,
Enquanto a fada quiser!

Por isso quem por estradas
Fôr, de noite, e vir as fadas
Nos altos mirando o céu,
Deve com jeito falar-lhes
Muito cortês e tirar-lhes
Até ao chão o chapéu.

Porque a fortuna da gente
Está às vezes somente
Numa palavra que diz;
Por uma palavra, engraça
Uma fada com quem passa,
E torna-o logo feliz.

Quantas vezes já deitado,
Mas sem sono, inda acordado
Me ponho a considerar
Que condão eu pediria,
Se uma fada, um belo dia,
Me quisesse a mim fadar…

Faerie danceO que seria? Um tesouro?
Um reino? Um vestido de ouro?
Ou um leito de marfim?
Ou um palácio encantado,
Com seu lago prateado
E com pavões no jardim?

Ou podia, se eu quisesse,
Pedir também que me desse
Um condão, para falar
A língua dos passarinhos,
Que conversam nos seus ninhos…
Ou então, saber voar!

Oh, se esta noite sonhando,
Alguma fada, engraçando
Comigo (podia ser!)
Me tocasse da varinha,
E fosse minha madrinha
Mesmo a dormir, sem a ver…

E que amanhã acordasse
E me achasse… eu sei? Me achasse
Feito um príncipe, um emir!…
Até já, imaginando,
Se estão meus olhos fechando…
Deixa-me já, já dormir!

 Tesouro Poético da Infância,  Antero de Quental (1842-1891)
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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen

Hoje, 6 de novembro, é dia de Sophia. Cem anos passaram como um sopro, uma onda, uma brisa marinha. Um bom dia de Sophia! Parabéns eternamente!

A imagem pode conter: céu, ar livre, água e natureza

Inventei a dança para me disfarçar.
Ébria de solidão eu quis viver.
E cobri de gestos a nudez da minha alma
Porque eu era semelhante às paisagens esperando
E ninguém me podia entender.

in Coral, 1950
Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Encontro com a escritora Mª Teresa Maia Gonzalez

No âmbito do Projeto "Os Escritores vêm à escola", a nossa escola vai receber a visita da escritora, Mª Teresa Maia Gonzalez, no dia 22 de maio (4ªf), turno da manhã.
A BE possui os seguintes livros da escritora: 

Resultado de imagem para O Tiago está a pensar  m. Teresa Maia GonzalezA Lua de Joana;
Os Herdeiros da Lua de Joana;
 A História dos Brincos de Penas; 
Dietas e Borbulhas; 
O Geniozinho; 
O Tiago está a pensar;
Poeta (às vezes); 
A Sara mudou de Visual;
Noites no Sotão; 
Um beijo no pé;
Tão cedo, Marta!; 
A Ana passou-se!; 
A viagem do Bruno; 
O Álbum da Clara; 
Gaspar & Mariana

Para além destes, temos muitos livros da coleção "O Clube das Chaves" (da sua autoria e de Mª do Rosário Pedreira), nomeadamente, os seguintes títulos:                                                                  

·  Caça a Pantera; ·  No trilho dourado; 
·  Entra em Ação; ·  Tem carta branca; 
·  Dá tempo ao tempo; ·  A nova ordem; 
·  Toca a 4 mãos; ·  Tira a Prova Real;
·  Põe tudo em pratos limpos; ·  Preso por um fio; 
·  Descobre uma estrela;  ·  Entre barreiras; 
·  Soma e segue;  ·  Regressa à República; 
·  Sobe ao podium; ·   ... e os animais desaparecidos; 
·  Ganha terreno;  ·  Mergulha nos Oceanos;
·  Cumpre a missão;  ·  Agarra o Fantasma.
·  Na crista da onda; 

A variedade é muita. Agora só precisamos de leitores interessados. 
Conto convosco!
Boas leituras!

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Natália Correia, poesia

Imagem relacionada
Portugal 
13 Set 1923 // 16 Mar 1993 
Poeta
"O meu sonho de felicidade seria não haver 

necessidade de poesia como género literário

por ela se achar já realizada na vida."



Um poema de Natália Correia

 "Fiz um conto para me embalar"


Fiz com as fadas uma aliança.
A deste conto nunca contar.
Mas como ainda sou criança
Quero a mim própria embalar.

Estavam na praia três donzelas
Como três laranjas num pomar.
Nenhuma sabia para qual delas
Cantava o príncipe do mar.                  
Rosas fatais, as três donzelas           
A mão de espuma as desfolhou.
Nenhum soube para qual delas

O príncipe do mar cantou.   





domingo, 7 de janeiro de 2018

«Os Lusíadas», Quem És Tu, Luís Vaz?

Documentário biográfico sobre Luís Vaz de Camões, com depoimentos de diversos investigadores aludindo aos episódios mais marcantes da vida do poeta, aos locais onde viveu, e analisando a sua obra mais emblemática, o poema épico «Os Lusíadas».


https://arquivos.rtp.pt/conteudos/quem-es-tu-luis-vaz/#sthash.lljwVR5G.dpbs

RTP 2, Artes e Cultura, História



Camões na prisão em Goa, pintura anónima de 1556

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O Diário de Anne Frank em BD

«Publicado em 1947, O Diário de Anne Frank jamais deixou de ser reeditado. Aos 70 anos ganha uma nova versão, a da novela gráfica. Para os autores, Ari Folman e David Polonsky, o livro "não faz parte da indústria do holocausto".

[...] se Anne tinha 14 anos, decerto o seu Diário dirá muito aos da sua idade, além de ser uma narrativa de dias em muito semelhantes aos que milhões de crianças vivem em 2017 nos países em convulsão e guerra. 
A fundação decidiu convidar a dupla Folman-Polonsky, que é mundialmente conhecida através do documentário animado A Valsa com Bashir, por achar que o rigor de um e a arte do outro transformariam O Diário de Anne Frank numa versão capaz de atrair novos leitores. A intenção era adaptar à nova linguagem da juventude e o melhor pretexto está no 70.º aniversário da publicação de o Diário, em 1947.»

Vejam aqui o vídeo.

http://observador.pt/2017/09/18/porto-editora-publica-primeira-adaptacao-grafica-do-diario-de-anne-frank/

sábado, 6 de maio de 2017

«Os Maias são uma seca!»

"Ai, Os Maias!
Tudo começou no ano anterior ao ano em que tinha mesmo de os ler na escola.
Precavido ou armado aos cágados (uma coisa ou outra), achei que era melhor ler antes que me obrigassem, porque podia dar-se o caso de nunca vir a gostar da obra só porque a tinha lido por obrigação."

segunda-feira, 1 de maio de 2017

domingo, 5 de março de 2017

Uma aventura em Conímbriga

ALÇADA, ISABEL/MAGALHAES, ANA MARIA

O Professor Jorge convidou os nossos heróis a visitar as ruínas de Conímbriga e representarem algumas figuras romanas na recriação histórica que ali se realiza todos os anos. O Chico, como gladiador romano, ficou de defrontar o Dragão, também figurante de gladiador, e que, por sinal, além de ser chefe de uma quadrilha é também muito mal-encarado. A luta entre os dois gladiadores torna-se mais violenta e o João, que pensa que a luta está a ser mais a sério do que deveria ser, mandou uma pedrada ao Dragão, que não gostou nada e decidiu, no fim do combate, perseguir os nossos amigos para ajustar contas. Eles tiveram que se refugiar na tenda vermelha de Líria, a guardiã, que guarda alguns segredos. Ela conta-lhes a existência do tesouro dos Valérios, cujo enigma para o descobrir se encontra na Casa dos Repuxos.
Não sabemos se existe ou não um tesouro, mas os elementos da quadrilha do Dragão, que estavam junto da tenda vermelha, ouviram a Líria a contar a história, e vão fazer tudo para que sejam eles a apanhar o tesouro. Uma trama cheia de peripécias que se vai desenrolar nas ruínas romanas de Conímbriga e com a ajuda de um arqueólogo que trabalha nas escavações e que por acaso até é um descendente dos Valérios tudo se resolverá a favor dos nossos heróis.

http://www.leyaonline.com/pt/livros/infantil-e-juvenil/7-9-anos/literatura-infantil/uma-aventura-em-conimbriga/#sthash.Hf8S97WH.dpuf

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Alice Vieira - os Mários


Mário Castrim - o marido

razões de um pseudónimo

Alice Vieira a falar de Mário Castrim.



Mário Zambujal - o amigo

Alice Vieira, a mulher e a escritora

Hoje, ao passar os olhos pelos jornais, encontrei no Jornal Económico este artigo que partilho convosco.


Alice Vieira: do tricô aos livros, a vida dela dava um romance.

Começa assim:
«Interrompemos as compras de postais de Alice Vieira, no edifício principal da Gulbenkian, para um passeio no jardim da fundação e uma viagem pela vida da autora. com 73 anos e mais de 80 livros publicados, confessa que "não consegue ler nada". A escritora e antiga jornalista aborda a velhice, a solidão e a morte dos homens da sua vida - "os Mários". Revela-se preocupada com o estado do jornalismo e denuncia uma falta de memória coletiva "espantosa".»

Encontro com a escritora Alice Vieira e Feira de Autor


No próximo dia 2 de março, a escritora Alice Vieira, um dos grandes nomes da nossa literatura infanto-juvenil, estará na Escola D. Domingos Jardo, a convite da Biblioteca.
A Biblioteca e o grupo de Português estão a dinamizar algumas atividades para incentivar a leitura dos seus livros e preparar a entrevista.
Colabore com esta iniciativa.
Adquira um livro à venda na Biblioteca na Feira de Autor.
Permita que o seu filho/educando possa comprar um.
Não é todos os dias que temos o prazer de receber um autor consagrado na nossa escola.

Agradecemos a vossa colaboração.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Sophia de Mello Breyner Andresen - «SAGA»

Ao pesquisar sobre o conto «Saga» encontrei várias coisas interessantes sobre a história da Família Andresen.

Diz-nos Sophia de Mello Breyner:
A «Saga» nasceu, na realidade, de uma história de família: o meu bisavô veio realmente de uma ilha da Dinamarca, embarcado à aventura e foi assim que acabou por chegar ao Porto. O episódio da zanga com o capitão, o do número de circo com a pele de urso no cais, o abandono do navio – tudo isso aconteceu de facto. Também são verdadeiras as palavras que ele disse, mais tarde, a uma das netas: ‘O mar é o caminho para a minha casa’ – e outras coisas ainda. Mas, claro que depois há toda uma fusão imaginária desta realidade e todo um trabalho de invenção que são obra minha.

Encontrei também um blogue da Família Mello Breyner.

Uma biografia.

Um trabalho sobre a história verídica de Sophia de Mello Breyner e dos seus antepassados.

A fotografia da campa do bisavô de Sophia de Mello Breyner Andresen no cemitério de Agramonte.

Mais uma curiosidade sobre a casa da família no Porto.

E, para terminar, um artigo da Visão sobre a casa Andresen.



domingo, 29 de janeiro de 2017

Certas Palavras - Histórias da Língua

A propósito da vinda do escritor Marco Neves à escola Matias Aires, descobri um blog muito interessante, para quem se interessa pela História da Língua e por intrigas e histórias entre palavras (eu sou suspeita!).

Certas Palavras

http://www.certaspalavras.net/erros-falsos-de-portugues/

http://www.certaspalavras.net/os-espacos/

http://www.certaspalavras.net/cinco-curiosidades-sobre-lingua-portuguesa/


Boas leituras. Divirtam-se!


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Alice Vieira


Alice Vieira, rainha de Penafiel 
Entrevista Rádio Renascença

Alice Vieira Escrita Criativa

Alice Vieira em entrevista ao SAPO Livros

Resultado de imagem para alice vieira Penafiel

O novo livro de Alice Vieira
Joaquim José é um jovem lisboeta de 14 anos em 1910.
Pai republicano, avó monárquica, criada com namorado da Carbonária e aluno de um dos homens que mataram D. Carlos e D. Luís Filipe, facilmente se compreende a confusão que vai na sua cabeça. 
O seu diário é o registo bem-humorado desses dias de sobressalto que vão dar ao 5 de Outubro.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Histórias da Ajudaris'16

Histórias da Ajudaris’16 Inscrições Abertas

O Projeto “Histórias da Ajudaris” é uma iniciativa pioneira e inovadora de incentivo à leitura, à escrita, à arte e de ajuda aos que mais necessitam.
Trata-se de um desafio anual lançado a escolas para criar histórias, com recurso à imaginação e à criatividade.
Todo o resultado é compilado numa obra coletiva que junta contos escritos por pequenos grandes autores, protagonistas desta rede de afetos co-orientados por professores solidários em contexto de sala de aula. Os contos, após seleção, são pincelados por artistas solidários que lhes dão cor e magia.
"Uma criança que lê e escreve mais será certamente um adulto mais incluído!", diz a organização e eu concordo inteiramente.
Professora Mª José Maciel


domingo, 8 de novembro de 2015

Encontro com a escritora

No próximo dia 7 de dezembro, a Biblioteca Escolar terá o prazer de receber a escritora Ana Maria Magalhães, que fará 2 sessões, para envolver, desta fora, o maior número de alunos/turmas.

 Sessões:
  • 1ª  -Das 14.10h às 15.10h;
  • 2ª - Das 15.25h às 16.25h.
Sugestões:
Quem pretender participar no "Encontro com a escritora" deverá ler/explorar na turma:

  • Um capítulo ou uma das suas obras (coleção Uma Aventura e Viagens no Tempo);
  • Ler uma fábula (livro Três Fábulas);
  • Um conto (livros Rãs, Príncipes e Feiticeiros e Contos de um Mundo de Esperança);
  • Uma história/lenda (livros Histórias e Lendas da Europa; Histórias e Lendas da América; Portugal Histórias e Lendas);
  • O livro Raposa Azul;
  • O livro A Bruxa Cartuxa;
  • O livro Há fogo na floresta;
  • O livro Piratas e Corsários;
  • O livro Natal! Natal!;
  • Um capítulo ou o livro Quero ser Outro;
  • Um capítulo ou o livro Quero ser Actor;
  • Um capítulo ou o livro Diário Cruzado de João e Joana;
  • Um capítulo ou o livro Diário Secreto de Camila.

Nota: Todos os livros indicados fazem parte do fundo documental da nossa biblioteca escolar. 

 
PS: Haverá também uma "Feira de Autor", com ótimos descontos e a aquisição de um dos seus livros poderá ser um original  de Natal, uma vez que poderá ser autografado pela escritora!
Obrigada pela atenção e colaboração. 

terça-feira, 24 de março de 2015

Morreu Herberto Helder, o poeta dos poetas

Herberto Helder, um dos maiores poetas portugueses de sempre, morreu segunda-feira, em Cascais, com 84 anos.

A Morte sem Mestre é o título do seu último livro, lançado no ano passado pela Porto Editora, numa edição que incluiu um CD com cinco poemas ditos pelo próprio poeta.

Ouçam um excerto de A Morte Sem Mestre declamado pelo poeta:
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=tnTHU1eP3UQ
 

Notícias:

O maior poeta português da segunda metade do século XX morreu aos 84 anos.

Um mestre de linguagem sem paralelo, diz Nuno Júdice

Herberto Helder: 57 anos de poesia em dezenas de obras publicadas

Herberto Helder, o poeta que recusou o Prémio Pessoa

Esta é a casa onde nasceu Herberto Helder

O mito de Herberto Helder

Seis poemas de Herberto Helder


Recordando um poema de A Morte Sem Mestre, “esse livro premonitório”.

"queria fechar-se inteiro num poema
lavrado em língua ao mesmo tempo plana e plena
poema enfim onde coubessem os dez dedos
desde a roca ao fuso
para lá dentro ficar escrito direito e esquerdo
quero eu dizer: todo
vivo  moribundo  morto
a sombra dos elementos por cima"



Herberto Helder ‘não morreu, está só a dormir na obra’