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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

História da Gata Borralheira

Marilyn - escultura de Joana Vasconcelos

Com algumas semelhanças ao conto tradicional, este fala no primeiro baile de uma rapariga cujo nome é Lúcia. Esta foi com a sua tia-madrinha para o baile, numa mansão cor-de-rosa, na primeira noite de Junho, mas apresentou-se com um vestido lilás, horroroso. Esta usava também uns sapatos rotos, velhos e azuis. Durante a festa, foi colocada de parte por todos, sentindo-se gozada. Então, durante a noite, ela olha-se no espelho, sentindo-se "afogada boiando numa água sinistra", encontra uma rapariga, de certa forma, misteriosa, que a faz tentar ver que os espelhos são como as pessoas "más", que não diziam a verdade. Mais tarde, um rapaz dança com ela e, também um tanto misterioso, lhe diz que, noites como aquelas escondiam uma "angústia" por entre os brilhos, cores e perfumes... Durante a dança, um dos sapatos velhos cai-lhe do pé! E ela nada disse, não se acusou. No final da noite, numa sala coberta de espelhos, esta promete a si mesma que vai mudar a sua vida. Passados vinte anos, ela volta à tal mansão, rica, bonita e poderosa. Sim, tinha mesmo mudado, a sua vida. Voltou à tal sala de espelhos, onde, como que por magia, a imagem refletida não foi o seu novo vestido, mas sim o antigo, lilás. No momento de pavor, entrou um homem na sala, dizendo ser o "outro caminho". O caminho que ela escolheu há vinte anos atrás. E, como pagamento, queria o seu sapato do pé esquerdo que, desta vez, era forrado a diamantes. Ele, como troca, entregou-lhe o antigo sapato roto. Ela não se conseguiu mover. Este tirou o sapato. Na manhã seguinte, Lúcia havia sido encontrada morta na mesma sala. Nunca houve explicação para o facto de se encontrar um sapato roto no seu pé.

De uma leitura simples, mas profunda, História da Gata Borralheira por Sophia de Mello Breyner fala-nos de que, nem sempre a riqueza é o melhor caminho e que as coisas podem nem sempre correr bem. Um conto de fadas "mais realista", com um final infeliz.

Histórias da Terra e do Mar

Para te ajudar a compreender melhor a mensagem deste conto, vais agora ler esta síntese em PowerPoint.
 


 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Dentes de Rato

Dia 15 de outubro de 2012, Agustina Bessa-Luís celebrou o seu 90º aniversário. Em homenagem à escritora, a sua filha, Mónica Baldaque, criou um círculo literário. O primeiro livro está no Plano Nacional de Leitura e conta a história de uma família. Lourença é a personagem principal, a quem chamam Dentes de Rato por causa dos incisivos compridos e finos e da mania de mordiscar a fruta.
Mas essa não é a única característica que distingue Lourença. Ela é também capaz de sonhar na sua cabeça milhares de aventuras diferentes com estrelas de cinema ou pessoas que nunca conheceu. essas são as suas verdadeiras memórias de infância.
A PI lançou em 2010 uma edição especial do livro infantil, com ilustrações de Mónica Baldaque. A mãe escreve. A filha ilustra.  A história continua no livro Vento, areia e amoras bravas.


Verifica agora as respostas ao Guião de Leitura do conto Dentes de Rato. 


 
 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Dentes de Rato, de Agustina Bessa-Luís


Dentes de Rato, de Agustina Bessa-Luís, é uma obra recomendada pelo Plano Nacional de Leitura/ Educação Literária.  

Para a protagonista, os adultos são "uns chatos" que as crianças não compreendem. Impõem regras, exigem obediência e bom comportamento. Até mesmo a sua irmã Marta, que só tem 12 anos, já quase passou para o outro lado, o lado adulto aborrecido.
Lourença é a "Dentes de Rato" porque tem a mania de "morder a fruta da fruteira e deixar lá os dentes marcados". Prefere a solidão e, mesmo partilhando o quarto com a irmã, vive só e descobre o mundo sozinha. Não faz perguntas porque não confia nas explicações que lhe possam dar e observa tudo para obter sozinha as respostas às dúvidas que tem.
Ela é a poesia e voa na sua cama transformada em palco, piroga ou transatlântico onde vive grandes aventuras.
Rebelde por natureza, detesta a ordem instituída pelos adultos:
  • As roupas que a mãe lhe impõe para fazer dela uma menina maravilhosa;
  • Ir de castigo para o jardim;
  • O colégio interno para onde recusou voltar porque não gostava de rezar;
  • As professoras que a preferiam ignorante pois o muito que sabia confundia-as.

Para leres o conto na íntegra, clica aqui.

Se ainda não conhecias esta escritora, tens aqui acesso a uma biografia de Agustina Bessa-Luís.

Boa leitura!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"A Estrela"


Lê o conto nas páginas 99 a 106 do manual Conto Contigo7.
Verifica se respondeste bem ao questionário (pp. 107 a 111).
Faz a tua interpretação do conto. O que simboliza a estrela?

terça-feira, 27 de novembro de 2012

"Saga", Sophia de Mello Breyner Andresen



Para reveres o conto "Saga", clica em Texto narrativo, onde encontrarás: vocabulário, um resumo e um PowerPoint.
No Guia de Estudo do 8º ano, vais encontrar, entre outros assuntos, informação sobre as Categorias da narrativa.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Oficina de oralidade - O Santo Graal

Visiona o documentário sobre o mundo celta e viajarás até uma era misteriosa.
Em seguida, realiza as atividades das páginas 38 e 39 do manual
 Conto Contigo 8.


Amor de Perdição,de Camilo Castelo Branco
Uma fotonovela dos tempos modernos

A Direção-Geral da Educação (DGE), associando-se às comemorações do 150.º aniversário da publicação de Amor de Perdição e de Memórias do Cárcere, de Camilo Castelo Branco, criou uma página dedicada ao escritor, alojada no sítio da DGE, em:

http://area.dge.mec.pt/camilo_castelo_branco/index.html

Acompanha as atualizações, a serem publicadas de acordo com o seguinte calendário:


Mês/ano
nov.
2012
dez.
2012
jan.
2013
fev.
2013
mar.
2013
abr.
2013
maio
2013
jun.
2013


Dia
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Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco

sábado, 3 de novembro de 2012

Conto e Lenda - características

Conto infantil - Forma de conto literário cujo principal alvo são as crianças. Não se confunde com a historiazinha de improviso.
Ex.: Dentes de Rato, de A. Bessa Luís

Conto tradicional - Escrito por um colecionador de histórias a partir de uma versão oral. Tem elementos de magia e do fantástico.
Ex.: A Bela Adormecida, recolhida por Charles Perrault, em 1697
Conto Literário – Escrito por um autor, com características estilísticas específicas.
Ex.: A Estrela, de Vergílio Ferreira.

Conto popular - Conto transmitido de geração em geração, que assume uma escrita muito semelhante à forma oral.
Ex.: O Caldo de Pedra.
http://www.iik.ch/wordpress/downloads/maerli/portugiesisch/die_steinsuppe.pdf

Policial - Conto que evidencia o fantástico e o terrífico, deixando o leitor em suspense desde a enunciação de um crime até ao desfecho, no final da narrativa.
Ex.: Na boca do Lobo, de Edgar Wallace.

Lenda é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos.
De carácter fantástico ou fictício, as lendas combinam factos reais e históricos com factos irreais que são meramente produto da imaginação humana.
Lenda da Lagoa das Sete Cidades
Contos tradicionais portugueses
Até há cerca de um século os contos tradicionais só existiam na memória das pessoas e eram transmitidos oralmente, de pais para filhos.
Hoje existem várias recolhas, escritas, datando a primeira de 1879, feita por Adolfo Coelho.
 – O caldo de pedra
Conto maravilhoso
O Conto Maravilhoso narra acontecimentos fantásticos. São histórias de fadas, de gigantes, de gnomos, de anões, …
O Conto Maravilhoso narra “maravilhas”, isto é, acontecimentos fabulosos, prodígios e milagres. Começam habitualmente por “Era uma vez...” ou “Há muitos, muitos anos... “ e acabam geralmente com uma fórmula: “...e viveram felizes para sempre”.
- Rapunzel

segunda-feira, 22 de outubro de 2012