Vídeos de promoção do Teatro Art'Imagem: "História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar". Texto: Luís Sepúlveda. Dramaturgia e encenação: Pedro Carvalho e Valdemar Santos.
sábado, 9 de março de 2019
sexta-feira, 1 de março de 2019
A ilha do Tesouro, Robert Louis Stevenson
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
Canção dos Piratas
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
Teatro com Piratas dentro
SERAFIM E MALACUECO
NA CORTE DO REI ESCAMA
A CANÇÃO DOS PIRATAS, João Pedro Mésseder
só gosto mesmo é da nata,
dos que são a sério maus
como uns pássaros bisnaus.
Dos que dão berros medonhos
tudo menos enfadonhos,
dos que cospem no convés
e nunca lavam os pés.
Dos que têm pala num olho
e no outro um treçolho,
dos que usam lenços atados
nas cabeças desgrenhadas.
Dos que têm perna de pau
e gancheta invés de mão,
dos que bebem em jejum
meia garrafa de rum.
(...)
Dos que jogam futebol
com as balas de canhão,
dos que riem p´rá caveira
estampada na bandeira.
(...)
Dos que põem sobre a prancha
Inimigos p´ra despacho,
dão a ordem: « Segue em frente!»
e os empurram de repente.
Dos que um dia vão ao mar
E a fugir, sempre a nadar,
deixam para o tubarão
a velha perna de pau.
Dos que andam pelos mares
em busca de ilhas, palmares,
onde se encontre enterrado
um tesouro imaginado.
E eu que sou tão bonzinho,
tão cordato e educadinho
que me faz simpatizar
com gente tão invulgar?
PIRATA - Sophia de Mello Breyner
Sou o único homem a bordo do meu barco.
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.

Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.
A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.
Sophia de Mello Breyner Andresen foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.
Nasceu a 06 Novembro 1919 (Porto); morreu em 02 Julho 2004 (Lisboa)
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.

Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.
A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.
Sophia de Mello Breyner Andresen foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.
Nasceu a 06 Novembro 1919 (Porto); morreu em 02 Julho 2004 (Lisboa)
Canção - Cecília Meireles

Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
– depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.
e o navio em cima do mar;
– depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio…
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio…
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
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