sábado, 15 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
Poesia Matemática, de Millôr Fernandes
Para o Projeto «10 Minutos a Ler», aqui fica uma divertida sugestão da professora de Matemática, Sandrine Silva. Clica na capa do livro para poderes ler todo o poema.
sábado, 25 de janeiro de 2020
Miúdos a Votos 2020
Já estão apurados os livros que vão a eleições a 17 de março!
Consulta aqui a lista.Fica a saber mais clicando na imagem e consulta o site da Visão Júnior.
Participa!
segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
Árvore de Natal
apenas uma folha de carvalho
que o vento ia arrastando pelo chão,
alguns medronhos,
e a fazer de nevão
ou de geada
uma flor branca que encontrei na estrada.
Na carta que escrevi
ao Menino Jesus,
pedi
apenas
três coisinhas pequenas:
Pão,
Paz,
e uma lanterna que dê Luz!
Santos Quim, Quatro Lagoas, 22/11/2012
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
#PortugalContraAViolência

A Campanha #PortugalContraAViolência é hoje lançada no âmbito do Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres que se assinala a 25 de novembro.
A campanha #PortugalContraAViolência, que desconstrói ditados populares, enfatiza a necessidade de rutura com crenças e preceitos culturais que continuam a normalizar e legitimar a violência contra as mulheres, e deixa às vítimas e testemunhas uma mensagem de que existem alternativas que passam pelas respostas de apoio e proteção que constituem a rede nacional de apoio às vítimas de violência doméstica (RNAVVD). A RNAVVD, gerida pela CIG, é composta atualmente por 166 estruturas de atendimento, 26 locais de acolhimento de emergência e 40 casas abrigo, cobre mais de 70% do território nacional, envolve 218 municípios e, desde 2016, regista 32 733 atendimentos.
A violência contra as mulheres e a violência doméstica são crime público e uma responsabilidade coletiva. Ligue 800 202 148
https://www.cig.gov.pt/acoes-no-terreno/campanhas/campanha-portugalcontraaviolencia/
https://www.cig.gov.pt/acoes-no-terreno/campanhas/campanha-portugalcontraaviolencia/
sexta-feira, 15 de novembro de 2019
As fadas, Antero de Quental

A Matemática também pode levar-te a descobrir a poesia.
Queres saber como?
Clica na imagem para resolveres os exercícios sobre potências de expoente natural, propostos pela professora Sandrine Silva, e
descobre os primeiros versos do poema
Lê agora todo o poema e prepara a leitura expressiva.

As fadas… eu creio nelas!
Queres saber como?
Clica na imagem para resolveres os exercícios sobre potências de expoente natural, propostos pela professora Sandrine Silva, e
descobre os primeiros versos do poema

Lê agora todo o poema e prepara a leitura expressiva.

As fadas… eu creio nelas!
Umas são moças e belas,
Outras, velhas de pasmar…
Umas vivem nos rochedos,
Outras, pelos arvoredos,
Outras, à beira do mar…
Algumas em fonte fria
Algumas em fonte fria
Escondem-se,
enquanto é dia,
Saem
só ao escurecer…
Outras,
debaixo da terra,
Nas
grutas verdes da serra,
É
que se vão esconder…
O vestir… são tais riquezas,
Que rainhas, nem princesas
Nenhuma assim se vestiu!
Porque as riquezas das fadas
São sabidas, celebradas
Por toda a gente que as viu…
Quando a noite é clara e amena
Quando a noite é clara e amena
E a lua vai mais serena,
Qualquer as pode espreitar,
Fazendo rodas, ocupadas
Em dobar suas meadas
De ouro e de prata, ao luar.
O luar e os seus amores!
Sentadinhas entre as flores
Horas se ficam sem fim,
Cantando suas cantigas,
Fiando suas estrigas,
Em roca de oiro e marfim.
Eu sei os nomes de algumas:
Viviana ama as espumas
Das ondas nos areais,
Vive junto ao mar, sozinha,
Mas costuma ser madrinha
Nos batizados reais.
Morgana é muito enganosa;
Às vezes, moça e formosa,
E outras, velha, a rir, a rir…
Ora festiva, ora grave,
E voa como uma ave,
Se a gente lhe quer bulir.
Que direi de Melusina?
De Titânia, a pequenina,
Que dorme sobre um jasmim?
De cem outras, cuja glória
Enche as páginas da história
Dos reinos de el-rei Merlin?
Umas têm mando nos ares;
Outras, na terra, nos mares;
E todas trazem na mão
Aquela vara famosa,
A vara maravilhosa,
A varinha de condão.
O que elas querem, num pronto,
Fez-se ali! parece um conto…
Mesmo de fadas… eu sei!
São condões que dão à gente,
Ou dinheiro reluzente
Ou joias, que nem um rei!
A mais pobre criancinha
Se quis ser sua madrinha,
Uma fada… ai, que feliz!
São palácios, num momento…
Beleza, que é um portento…
Riqueza, que nem se diz…
Ou então, prendas, talento,
Ciência, discernimento,
Vê-se o pobre inocentinho
Feito um sábio, um adivinho,
Que aos mais sábios vai à mão!
São muito desconfiadas;
Quem as vê não há de rir.
Querem elas que as respeitem,
E não gostam que as espreitem,
Nem se lhes há de mentir.
Quem as ofende… Cautela!
A mais risonha, a mais bela,
Torna-se logo tão má,
Tao cruel, tão vingativa!
E inimiga agressiva,
E serpente que ali está!
E têm vinganças terríveis!
Semeiam coisas horríveis,
Que nascem logo no chão…
Línguas de fogo que estalam!
Sapos com asas que falam!
Um anão preto! Um dragão!
Ou deitam sortes na gente…
O nariz faz-se serpente,
A dar pulos, a crescer…
É-se morcego ou veado…
E anda-se assim encantado,
Enquanto a fada quiser!
Por isso quem por estradas
Fôr, de noite, e vir as fadas
Nos altos mirando o céu,
Deve com jeito falar-lhes
Muito cortês e tirar-lhes
Até ao chão o chapéu.
Porque a fortuna da gente
Está às vezes somente
Numa palavra que diz;
Por uma palavra, engraça
Uma fada com quem passa,
E torna-o logo feliz.
Quantas vezes já deitado,
Mas sem sono, inda acordado
Me ponho a considerar
Que condão eu pediria,
Se uma fada, um belo dia,
Me quisesse a mim fadar…
Um reino? Um vestido de ouro?
Ou um leito de marfim?
Ou um palácio encantado,
Com seu lago prateado
E com pavões no jardim?
Ou podia, se eu quisesse,
Pedir também que me desse
Um condão, para falar
A língua dos passarinhos,
Que conversam nos seus ninhos…
Ou então, saber voar!
Oh, se esta noite sonhando,
Alguma fada, engraçando
Comigo (podia ser!)
Me tocasse da varinha,
E fosse minha madrinha
Mesmo a dormir, sem a ver…
E que amanhã acordasse
E me achasse… eu sei? Me achasse
Feito um príncipe, um emir!…
Até já, imaginando,
Se estão meus olhos fechando…
Deixa-me já, já dormir!
Tesouro Poético da Infância, Antero de Quental (1842-1891)

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