sexta-feira, 15 de março de 2019

O poema, Sophia de Mello Breyner Andresen

(pintura Pavel Guzenko)
O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá
Às searas
Sua passagem se confundirá
Com o rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo
 Sophia de Mello Breyner Andresen                                          ATIVIDADE 2º e 3º CICLO
                                                                                                   proposta Porto Ed.                                                                                                                               


 https://textosdepoesia.wordpress.com/2014/10/05/o-poema-sophia-de-mello-breyner-andresen-2/

sábado, 9 de março de 2019

História de uma gaivota e de um gato que a ensinou a voar

O realizador italiano Enzo D'Alò filmou "Historia de una gaviota y del gato que le enseñó a volar", filme de desenho animado, baseado na obra homónima de Luis Sepúlveda. 
O filme estreou em 1998. Embora não seja em português, vale muito a pena o esforço para ver.

trailer https://youtu.be/vl60ggCL1KA
https://youtu.be/LWMaD5Ze-Io (em francês)
https://youtu.be/Z--LJreTWck (em francês)
https://youtu.be/_qdgLBjOk1U (em inglês)
https://youtu.be/iz6qGtBMzC0 (em italiano) - a maldição dos mares
https://youtu.be/r20vKEnaJNQ - cena dos ratos

História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar

Resultado de imagem para História de uma Gaivota e do Gato Que a Ensinou a Voar 
Vídeos de promoção do Teatro Art'Imagem: "História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar". Texto: Luís Sepúlveda. Dramaturgia e encenação: Pedro Carvalho e Valdemar Santos.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Canção dos Piratas

Captain la Bouche's Ship- Pirates. Author: Lawrence du Garde Peach Illustrator: Frank Humphris (1970)Hoje o tempo parece tranquilo
uma brisa soprada de leve, ahey, ahey
hoje o mar mais parece um espelho refletindo
bonecos de neve
ahey ahey
diz o capitão que amanhã de manhã
se continuar essa viração
nós vamos chegar ao mar do Japão
https://www.vagalume.com.br/sa-e-guarabyra/cancao-dos-piratas.html

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Teatro com Piratas dentro


Uma sugestão de leitura e possível dramatização:
SERAFIM E MALACUECO NA CORTE DO REI ESCAMA


https://pt.slideshare.net/fernandajsousa/serafim-e-malacueco-na-corte-do-rei-escama-de-antnio-torrado

A CANÇÃO DOS PIRATAS, João Pedro Mésseder

Da família dos piratas
só gosto mesmo é da nata,
dos que são a sério maus
como uns pássaros bisnaus.

Dos que dão berros medonhos
tudo menos enfadonhos,
dos que cospem no convés
e nunca lavam os pés.

Dos que têm pala num olho
e no outro um treçolho,
dos que usam lenços atados
nas cabeças desgrenhadas.

Dos que têm perna de pau
e gancheta invés de mão,
dos que bebem em jejum
meia garrafa de rum.

(...)
Dos que jogam futebol
com as balas de canhão,
dos que riem p´rá caveira
estampada na bandeira.

(...)
Dos que põem sobre a prancha
Inimigos p´ra despacho,
dão a ordem: « Segue em frente!»
e os empurram de repente.

Dos que um dia vão ao mar
E a fugir, sempre a nadar,
deixam para o tubarão
a velha perna de pau.

Dos que andam pelos mares
em busca de ilhas, palmares,
onde se encontre enterrado
um tesouro imaginado.

E eu que sou tão bonzinho,
tão cordato e educadinho
que me faz simpatizar
com gente tão invulgar?