terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Canção dos Piratas

Captain la Bouche's Ship- Pirates. Author: Lawrence du Garde Peach Illustrator: Frank Humphris (1970)Hoje o tempo parece tranquilo
uma brisa soprada de leve, ahey, ahey
hoje o mar mais parece um espelho refletindo
bonecos de neve
ahey ahey
diz o capitão que amanhã de manhã
se continuar essa viração
nós vamos chegar ao mar do Japão
https://www.vagalume.com.br/sa-e-guarabyra/cancao-dos-piratas.html

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Teatro com Piratas dentro


Uma sugestão de leitura e possível dramatização:
SERAFIM E MALACUECO NA CORTE DO REI ESCAMA


https://pt.slideshare.net/fernandajsousa/serafim-e-malacueco-na-corte-do-rei-escama-de-antnio-torrado

A CANÇÃO DOS PIRATAS, João Pedro Mésseder

Da família dos piratas
só gosto mesmo é da nata,
dos que são a sério maus
como uns pássaros bisnaus.

Dos que dão berros medonhos
tudo menos enfadonhos,
dos que cospem no convés
e nunca lavam os pés.

Dos que têm pala num olho
e no outro um treçolho,
dos que usam lenços atados
nas cabeças desgrenhadas.

Dos que têm perna de pau
e gancheta invés de mão,
dos que bebem em jejum
meia garrafa de rum.

(...)
Dos que jogam futebol
com as balas de canhão,
dos que riem p´rá caveira
estampada na bandeira.

(...)
Dos que põem sobre a prancha
Inimigos p´ra despacho,
dão a ordem: « Segue em frente!»
e os empurram de repente.

Dos que um dia vão ao mar
E a fugir, sempre a nadar,
deixam para o tubarão
a velha perna de pau.

Dos que andam pelos mares
em busca de ilhas, palmares,
onde se encontre enterrado
um tesouro imaginado.

E eu que sou tão bonzinho,
tão cordato e educadinho
que me faz simpatizar
com gente tão invulgar?

PIRATA - Sophia de Mello Breyner

Sou o único homem a bordo do meu barco.
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.
Resultado de imagem para sophia de mello breynerpirata a bordo do seu barco

Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.

A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.



Sophia de Mello Breyner Andresen foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.
Nasceu a 06 Novembro 1919 (Porto); morreu em 02 Julho 2004 (Lisboa)

Canção - Cecília Meireles

Imagem relacionada
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
– depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio…
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Orações coordenadas e subordinadas.


Em véspera de teste, uma pequena ajuda, tendo por base o manual Letras & Companhia.

Inês de Castro, os factos históricos

Túmulo de Inês de Castro, que depois de morta foi Rainha.



D. Inês pertencia a uma família poderosa de fidalgos galegos e descendia, por via bastarda, do rei de Castela, D. Sancho IV. Veio para Portugal como dama de D. Constança, mulher de D. Pedro. Este apaixonou-se por D. Inês, com quem teve uma ligação amorosa que se prolongou após a morte de D. Constança, em 1349. Os amores de D. Pedro com D. Inês não eram bem vistos, o que acabou por levar o rei D. Afonso IV, pai de D. Pedro, a decidir a execução de Inês de Castro, em 7 de janeiro de 1755, pois havia o receio de que os filhos desta relação pudessem vir a reclamar o trono de Portugal, afastando assim D. Fernando, filho de D. Pedro e D. Constança.
in Letras & Companhia 9