sábado, 22 de setembro de 2018

Aos leitores

                              Ler é um prazer. Mas só para alguns. Para quem cresceu entre livros, por exemplo, e conquistou, a cada página lida, o gosto pela leitura. Ao mesmo tempo, descobriu que cada livro guarda dentro outros mundos, outras pessoas, outros lugares, outros tempos, outras memórias, outras formas de ser, de estar, de sentir, de comunicar, de rir... E essa descoberta, intimamente ligada à preservação da capacidade de espanto que caracteriza a infância, terá sempre alimentado a vontade de continuar a ler. Por prazer, não por obrigação.
                Não é muito diferente do que acontece com outras atividades que preenchem o nosso quotidiano, como comer ou fazer exercício físico. Comer pode ser um prazer, para quem desde cedo aprendeu a distinguir o sabor dos alimentos; fazer exercício físico também pode ser um prazer, para quem cresceu a fazer cambalhotas e pinos, a jogar à bola e a correr atrás dos amigos. É certo que todas estas atividades, sendo à partida naturais, implicam depois uma decisão e uma prática. No caso da leitura, essa decisão e essa prática dependem, muitas vezes, de quem nos rodeia: das famílias, dos amigos, dos professores... Se quem nos rodeia tiver a capacidade de nos contaminar com boas leituras, leituras que alimentem a nossa curiosidade e estimulem a nossa imaginação, de certeza que cresceremos leitores.
                É também esse o momento em que se torna fundamental o papel do Plano Nacional de Leitura, fornecendo coordenadas para que a leitura se torne um prazer, isto é, sugerindo livros capazes de entusiasmar não apenas os que já são leitores, como aqueles que ainda não são. Funciona como um mapa, útil em qualquer viagem, sobretudo em viagens por territórios desconhecidos, e pode ser usado para orientar leitores de todas as gerações. Assim como para dar pistas para que as famílias e os professores saibam o que partilhar com os leitores mais novos, e até entre si.
                Essa troca — de professores com alunos, de famílias com professores, de pais com filhos — é essencial para formar leitores e para, no meio das dezenas de livros que são diariamente publicados em Portugal, distinguir os melhores. Só deste modo será possível criar uma rede em que os livros, escolhidos por especialistas, possam circular pelas mãos dos leitores, os que já o são e os que se tornarão. A leitura implica essa prática. E essa conquista.
Com os melhores cumprimentos,
(Teresa Calçada, Comissária do Plano Nacional de Leitura 2027)

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Escrita - texto narrativo



Foto de Maria José Maciel.A proposta de escrita do manual Conto Contigo 8, p. 183 era uma pequena história que incluisse a descrição de uma personagem, dando realce aos seus olhos. 


O Miguel Maciel, do 8º C, escreveu e eu achei que merecia ser publicado.


Clica na imagem para descobrires quem era a sua personagem.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

9º ano E agora? Oferta educativa e formativa



O fim do ano letivo aproxima-se, as aulas do 9.º, 11.º e 12.º anos terminam na quarta-feira e o foco de muitos alunos vai virar-se para as provas finais. As do 9.º são mais perto do final do mês (a 22 de Junho é a de Português). E são precisamente os alunos do 9.º ano que estão, para já, no centro das atenções de uma iniciativa do Ministério da Educação. Esta é a altura de decidir o que fazer no próximo ano. Seguir um curso científico-humanístico? E em que área? Ou apostar no ensino profissional?
O Ministério da Educação acaba de lançar o portal da oferta educativa e formativa para ajudar nessa escolha. Desde o final do mês passado oferecem-se informações online sobre os vários níveis de ensino. Contudo, nesta fase do lançamento, aposta-se, sobretudo, em ajudar os estudantes que estão a terminar o ensino básico a escolher o seu caminho escolar a partir do 10.º ano.(...)
Além disso, as escolas estão a ser convidadas a usar este site nas suas estratégias de orientação vocacional dos alunos do 9.º ano, através dos psicólogos escolares.
Especialmente destinado para os alunos que querem seguir para o ensino profissional, o Ministério da Educação apresenta o portal como um “complemento” da informação sobre os cursos profissionais que passou a estar disponível no portal Infoescolas, desde o início deste ano.
Contudo, no portal da oferta educativa e formativa estão elencados mais do que apenas os cursos do ensino profissional. Na base de dados existe um total de 2555 cursos, da oferta geral do ensino básico e cursos científico-humanísticos do ensino secundário, passando pelo ensino artístico especializado, as ofertas de Educação e Formação de Adultos (EFA) ou os cursos de educação e formação (CEF) — formações de dupla certificação (escolar e profissional), destinados a jovens com mais de 15 anos e que dão equivalência ao 9.º ano.